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RELAÇÃO HOMEM – MULHER NA BÍBLIA PDF Imprimir E-mail
Escrito por Pr. Jozadaque   
Qua, 27 de Junho de 2012 13:00

Texto: Efésios 5: 21-24

 

Introdução:

 

Deus criou homem e mulher. É isso que a palavra de Deus destaca. A sexualidade em suas variantes: masculina e feminina. Essa diferença faz parte da essência do ser humano, inevitavelmente, influencia em todas as relações interpessoais. Deus não nos criou seres assexuados ou andróginos; criou o homem e a mulher. E desenhou tanto um como outro de tal maneira que, em sua relação mútua, descobrissem o sentido de sua própria sexualidade; o homem, de sua masculinidade; a mulher, de sua feminilidade.

O mundo em sua crescente modernização proporcionou embates entre homens e mulheres na história. Os homens, com sua visão machista,não conseguiam ver a essência humana da mulher, e em contrapartida, as mulheres levantaram a bandeira do feminismo provocando o rompimento dos papéis divinos entre homens e mulheres.

Enfrentamos uma grande luta que o Diabo tem usado em seu favor que é: Os papéis divinos foram invertidos e até deturpados; homens e mulheres já não exercem mais os seus papéis em nome de uma “liberdade” que tem ofuscado os nossos olhos para entendermos a visão bíblica para o homem e a mulher.

As três verdades fundamentais para a relação homem-mulher estão cumpridas em poucas palavras:

Em primeiro lugar – O homem criado por Deus não é assexuado nem andrógino, mas o ser humano varão e o ser humano fêmea. Assim, a polaridade entre a sexualidade masculina e a feminina não é resultado da queda, mas um elemento constitutivo da criação arquétipa: Quando Deus criou o homem à sua imagem, “homem e mulher os criou” (v.27).

Em segundo lugar – Tanto o homem quanto a mulher foram criados à imagem de Deus. A dignidade humana dos dois deriva de sua semelhança com Deus. A Imago Dei está na própria essência de seu ser, de maneira que nem mesmo o pecado pode destruí-la (Gn 9:6; Tg 3:9).

Quando Deus criou homem como varão, e fêmea “à imagem de Deus os criou” (v.27). O mesmo pensamento é novamente confirmado mais adiante, em Gênesis 5:1-2: “No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez; homem e mulher os criou, e os abençoou, e lhes chamou pelo nome Adão (homem), no dia em que foram criados”.

Em terceiro lugar – Tanto o homem quanto a mulher recebem as tarefas de reprodução e mordomia da criação. Desde o próprio início da criação, o homem varão e fêmea. Deus chama os dois a compartilhar a vocação comum de representá-lo no mundo. Ele também abençoa ambos quando diz: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai...” (v.28).

Não há aqui a menor sugestão de que o varão tenha maior responsabilidade pela mordomia da criação, e a fêmea seja mais responsável pela reprodução. Como imagem de Deus, ambos compartilham uma humanidade e uma vocação comuns no mundo.

O que temos que refletir é que o homem e a mulher foram criados à imagem de Deus. Por isso não existe a visão daquele que é superior do que o outro, mas o que devemos atentar são os papéis específicos que cada um desempenha para a completude da sociedade e da família.

Ao estabelecer a família, Deus prescreveu diferentes funções para o homem e para a mulher. Apesar de havê-los criado iguais, Deus distribuiu-lhes deveres e privilégios distintos. Conhecer e assumir os papéis, deveres e privilégios são funções do marido e da mulher, segundo Deus os nomeou, é um princípio de fundamental importância para o sucesso do casamento.

Cremos firmemente que a maior parte da infelicidade, dos conflitos e das separações que ocorrem nas famílias são decorrentes da confusão que existe sobre o papel do homem e da mulher na família.

O machismo deforma o papel do homem. Muitos homens casados não sabem o que é ser másculo, marido e pai; não basta ter cabelo no peito... a cadela Lassie também tinha. Entretanto, o feminismo radical, por exemplo, também deforma o papel da mulher. Muitas mulheres casadas não sabem ser femininas, esposas nem mães.

Uma desordem tem acontecido na família, pois ninguém sabe o que fazer; os aspectos básicos têm tornado imprecisos, vagos e indeterminados. Ninguém sabe quem faz o quê. Tudo isso é parte de uma confusão maior na sociedade acerca do que significa ser homem e ser mulher.

Movimentos como os feminista e gays têm tentado dizer que as diferenças de homem e mulher são induzidas culturalmente e não são determinadas biologicamente. Entretanto, há ampla e suficiente evidência científica de que essas diferenças são biologicamente inatas.

Rapazes serão rapazes e meninas serão meninas. Mas com certeza, os movimentos gays têm provocado uma confusão generalizada a respeito dos papéis do homem e da mulher em geral, e isso tem atingido também a família.

 

I – O PAPEL DA MULHER

 

Vou começar pelas mulheres, pois Paulo começou a orientação com elas, a pergunta inicial seria: Por que ele começa falando delas dizendo: “As mulheres sejam submissas ao seu marido, como ao Senhor” (Ef 5:22)? No mundo de Paulo, o mundo oriental antigo, as esposas e as mulheres nunca vinham em primeiro, sempre depois.

Ele começa falando para as mulheres, pois a sua temática estava se relacionando à submissão, o tema que ele trata no versículo anterior: “sujeitando-vos uns aos outros no temor do Senhor” (v.21).

Este verbo provoca arrepios. Lembro-me de quando criança: quando o pastor pregava neste texto eu ouvia as mulheres cochichando: “esta palavra eu não aceito para mim”. Mas a pergunta é: O que significa o sentido deste verbo?

Literalmente, na língua original, quando ocorre na voz passiva, significa “colocar-se sob autoridade de alguém”. “Subordinar-se”, “submeter-se”, “sujeitar-se”, “obedecer” são traduções legitimas.

Paulo explica o que ele quer dizer por submissão de três maneiras:

1. Por meio de uma analogia: a esposa deve submeter-se ao seu marido da mesma maneira que todos nós nos submetemos ao Senhor Jesus Cristo;

2. Dando-nos um exemplo: o relacionamento de Cristo com a igreja;

3. Delimitando a extensão do mandamento ao dizer que a esposa deve submeter-se ao marido “em tudo”.

 

Efésios, capítulo 5, sugere que submeter-se é dar-se incondicionalmente para completar o outro. Envolve sacrificar-se para fazer que o relacionamento com o outro seja saudável. Foi dada ao marido a responsabilidade de guiar a família a Deus, mesmo com sacrifício da sua vida (Ef 5:25-28). O papel da mulher é apoiar, ajudar e sustentar o marido no desempenho dessa missão. O alvo do papel de submissão da esposa, portanto, é muito mais amplo do que simplesmente a aceitação resignada dos valores comportamentais e morais do marido.

Por não entendermos as escrituras ficamos temerosos de aceitar essa palavra para o nosso tempo, mas o que devemos entender é que Paulo não está falado de superioridade masculina, e sim de função. Deus deu a função para o homem de governar e cuidar da esposa e da família. Isso não quer dizer que o homem é melhor ou superior.

O conceito bíblico demonstra que o homem e a mulher são iguais, embora desempenhem papéis diferentes. Essa sujeição proposta não é servidão ou escravidão cega e absoluta, mas o reconhecimento do papel que o homem tem diante da sua família.

Um livro de Emersom Eggerichs afirma que o amor é o que a mulher mais deseja, e o respeito é o que o homem mais precisa. Com essa visão o casamento se transforma em um ambiente acolhedor e propício para o crescimento emocional dos cônjuges.

Olhando para bíblia podemos constatar essa realidade quando Paulo diz que a mulher deve ser submissa. Isso quer dizer o reconhecimento da posição do homem, pois o conceito bíblico de submissão da esposa inclui amor pelo marido.

A submissão sempre deve ser em amor, respeito, gratidão e reconhecimento. E isso torna mais fácil quando a esposa compreende e aceita o papel que Deus lhe reservou no casamento. Ao dizer “sejam submissas”, Paulo também disse: “amem o seu marido, cuidem dele, preocupem-se com ele, ajudem-no como ajudadoras idôneas e fiéis, sejam companheiras dele, em todos os momentos”.

 

II – O PAPEL DO HOMEM

 

Deus colocou o homem como cabeça do lar, e isso leva algumas implicações sérias para com o seu papel masculino. Esse texto demonstra que o homem tem responsabilidade de liderança, não é porque ele é líder que as suas posições devem ser cumpridas, não! Isto deve ser uma relação de profundo amor e cuidado, que coloca o homem como responsável de proporcionar segurança e um ambiente de amor em sua família.

O homem não é um ditador, mas um líder que é orientado pelo amor; o amor é o elemento mais profundo e poderoso da vida, sinalizador de alegria, esperança e êxtase, desafiador de todas as leis, a mais livre e poderosa influência sobre a raça humana. Quando o homem ama, ele desempenha o seu papel na família e em todos os lugares.

Muitos homens querem que as suas esposas o respeitem, mas não se atenta para a orientação máxima do amor: a mulher é sujeita ao marido com alegria quando este a ama, como diz o texto: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a sua igreja e se entregou por ela...”, esse texto mostra o quadro de amor que, como homens, precisamos de ter; amor que se entrega para o bem do outro.

Podemos afirmar que por falta de atenção a essas verdades a sociedade tem sofrido grandemente; a família está desajustada porque os papéis não estão sendo desempenhados, isso tem produzido filhos que não têm noção de uma família saudável e em harmonia. A esposa se concentra na submissão e o marido, no amor. É por falta de responsabilidade e de equilíbrio nesses dois aspectos que muitos casamentos têm se ruído e se desfeito.

Quando fala que o homem deve amar a sua esposa, ele está falando de forma prática e concreta e não somente de palavras, por isso ele disse: “como Cristo amou a sua igreja”, isto é, se entregou por ela por amor. Isso é um amor que valoriza e que mesmo nos momento mais críticos ele se entrega para o bem do outro.

O amor de Cristo é diferente do amor celebrado pelo mundo. Nós amamos o belo, o agradável, o cheiroso, o estético. O amor de Cristo pela igreja, entretanto, foi incondicional; ele não olhou nossa feiura e nossa fraqueza, mas se entregou por nós, sendo nós ainda pecadores.

Três sugestões práticas para o homem expressar o seu amor:

1. Morrer para si mesmo – Temos que deixar de sermos egoístas procurando em primeiro lugar o bem da mulher, temos que servir em vez de sermos servidos.

2. Ser instrumento de Deus em sua santificação – O homem deve conduzir a mulher ao crescimento espiritual, o homem é responsável pela vida espiritual da mulher.

3. O marido deve manifestar amor por sua esposa alegrando-se nela – O marido deve amar incondicionalmente a sua esposa manifestando concretamente a alegria em tê-la: “Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade” (Pv 5:18).

A maior demonstração do amor do marido é a conduta diária em amor, especialmente a forma como ele se comporta no lar, diante das dificuldades e problemas relacionados com o andamento da casa, a criação dos filhos, as finanças domésticas. E, também com palavras de apreciação e carinho.

 

Conclusão:

 

O grande desafio que Deus nos oferece é que devemos basear a nossa vida como homens e mulheres de Deus na Bíblia, e ela nos conduz à submissão e ao amor. Se o homem e a mulher desempenharem bem o seu papel produziremos famílias fortes que vencerão sempre as tempestades.

 

 

 

Última atualização em Ter, 10 de Julho de 2012 18:05
 
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